Diz-me lá tu
E não me poupes nem um pouco.
Atormenta-me,
Agonia-me,
Faz-me dizer que o mundo é terrivel,
Mas que a tua beleza me enche o olhar.
Agarra-me nas mãos,
Guia-me por infernos,
Coroa-me de espinhos
E ouve!
Que digo eu?
O que é o que continua a vibrar no meu peito?
Pobres dos abismos,
Buracos negros
Que me tentem demover...
Não sabem eles que vivo em medo,
Mas apenas de não mais te ter?
E depois de tudo,
Das lágrimas que caem,
Dos batimentos falhados
E de teus sorrisos abençoados
Dir-te-ei o mesmo
Que sempre a plenos pulmões gritei...
Que façam do mundo a minha cruz
E que me queimem na fogueira
Sou o que sempre fui e serei
E para sempre te amarei!
André Moreira
Sem comentários:
Enviar um comentário