E de tanto me censuro...
Posso contá-los pelos dedos
E, no entanto, parecem eternidades.
Lá vão os dias em que não te vi,
Horas em que, estando à minha frente,
Nem sequer olhei para ti.
Quando finalmente pude ver,
O meu cérebro pregou-me partidas,
Por momentos virei a cara ao perfeito
E fingi que conseguia resisitir.
Pobres dos minutos em que não percebi,
Pequenos momentos perdidos no vento
Em que estive no mundo e não sorri.
A relutância preencheu-me por instantes,
Mas entregar-me foi fácil e indolor
Sou agora deus de um melhor mundo
Teu...meu corpo, alma e amor.
E lembrar de que tão cego não te vi...
Mas digo-te...ainda bem que não te perdi
E que até hoje, permaneço em ti.
André Moreira
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