Páginas

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Da Alvorada ao Cair da Noite

São os meus olhos,
Cerrados e expectantes,
Que primeiro te vêem
À luz da manhã.

Mais que presa em minha alma,
Mais do que gravada em meu coração,
Estás marcada em minhas negras pálpebras
E corre-me a saudade no sangue
Que, no seu auge,
Em vermelho vivo torna a minha visão
E vejo mais que teu belo rosto,
Vejo a pura paixão.

São meus olhos,
Abertos e errantes
Que em todo o lado te vêem
No sol alto da tarde.

Presente em todos os recantos,
Vivo contigo a todos os momentos,
Sorrindo  carinhosamente onde não te alcanço
Mas lá, em todos os cantos,
Deste mundo e do meu pensamento
Está teu conforto e delicadeza
E nasce em mim um desejo inalcançável
De tocar teus lábios ternurentos.

São os meus olhos,
Semicerrados e pensantes,
Que por último te vêem
À luz da tua estrela.

Nem por um segundo,
Ou pelo mais pequeno dos instantes,
Desapareces tu da minha mente
E nada mais faço do que me lembrar,
Sonhar com teus diamantes
Que tão belos posam em teus olhos brilhantes
E fervorosamente peço aos céus
Que nos faça eternos amantes!

André Moreria

Sem comentários:

Enviar um comentário