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terça-feira, 13 de agosto de 2013

E o inesperado cair do pano negro

Corre o rio em direcção ao mar,
Gira a Terra no vazio,
Apagam-se os pensamentos dos homens,
Perdem-se vontades.

As lágrimas secam.
De que vale o sofrimento humano?
A memória é efémera
E tudo se perde nas brumas do tempo.

Que será de nosso amor?

Caem deuses e lendas,
Morrem os grandes e poderosos,
Movem-se montanhas,
Fecham-se os olhos de Reis.

Perderei o calor de tua mão?

É pois a vida impura,
Poço infernal sem sentido,
Espiral de horror.
Que será de nosso amor?

                                   André Moreira

Vive la Resistance!




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