De que valem
Minhas acções,
Palavras
E tormentos?
De que vale
E valerá
O sonho
E o que trago no pensamento?
Nada em mim é puro
Nada em mim é bom
Tudo em mim foge
Do tempo, da perda da paixão.
De que valerão então
Minhas promessas,
Grosserias
E ternuras?
Que será de mim
Quando teus olhos se fecharem,
O mundo desabar
E fores feita de ventos na minha mente?
Pouco de mim quer o possivel
Pouco de mim almeja o esquecimento
Tudo em mim anseia por ti
E teu amor de perdição.
André Moreira
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