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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Talvez

De que valem
Minhas acções,
Palavras
E tormentos?

De que vale
E valerá
O sonho
E o que trago no pensamento?

Nada em mim é puro
Nada em mim é bom
Tudo em mim foge
Do tempo, da perda da paixão.

De que valerão então
Minhas promessas,
Grosserias
E ternuras?

Que será de mim
Quando teus olhos se fecharem,
O mundo desabar
E fores feita de ventos na minha mente?

Pouco de mim quer o possivel
Pouco de mim almeja o esquecimento
Tudo em mim anseia por ti
E teu amor de perdição.

André Moreira

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