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terça-feira, 4 de março de 2014

Para lá da nossa velhice

Haverá um dia
Em que vou lutar,
Desesperar,
Para não esquecer o teu olhar.

Chegará o tempo
Em que perseguirei as memórias
Do teu sorriso e gestos
Apenas para tentar sentir tua presença.

O relógio correrá
Até que chegue uma hora certa
E nesse instante perder-te-ei
De ti nada saberei...

...E então que serei eu?
Sombra de homem
Ou deprimido excêntrico?
Fogo apagado,
Nuvem negra?

Sou nada
E tudo daria para parar os ponteiros,
Não mais me esquecer de teu cheiro,
De tua voz, teus deliciosos lábios
E amar-te, como sempre amei.

André Moreira

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