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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Nada sou em nossa distância

Seria apenas mais um cobarde,
Com todo o idiótico nervosismo,
Se mentisse sobre o meu imenso medo.

Mesmo que como ninfa protectora,
Fada de asas verdes,
Vagueies em meu redor,
Arrasta-se meu coração
Pela negra aurora da saudade.

Não passo de frágil homem
E em minha pequenez não posso ser esmagado.
Revolta-se o meu espírito,
Luta novamente por um laivo de teu olhar
Torna-se escravo de teus perfeitos defeitos.

Busco num pedaço de nuvem rasgada
O que presumo ser tua essência
Iluminando a noite em esplendor
Qual Apólo! Qual Lúcifer! Qual D'Alva!
Deusa apenas és tu...

Seria dos poucos corajosos
Com todo o heroísmo acidental
Se conseguisse mentir e dizer não, nunca te amei!

                                                                            André Moreira


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